9 de abril de 2013

Arrepios aos 01:01 min

e que desespero me dá isto, i suoi alti e bassi.... sinto-me sair do chao, sentir o vazio sob meus pés por um leve instante e entao....Sento il mondo cadono su di me, così forte, così dolce ....

1 de abril de 2013

Eis...

...meu misterioso coraçao.
As regras comuns definitivamente nao se aplicam.


.....

Tenho sonhado com minha avó quase toda noite a alguns meses. Desde antes de saber que ela morreu.

...
Tenho saudades imensas de pessoas que deixei do outrolado do oceano e elas nem imaginam. Eu tampouco digo.


...
Nao sei perdoar, apesar de conhecer os meios. Penso em dez formas diferentes de provocar sofrimento aos que me machucam, mas respeito demais suas vidas para fazer qualquer coisa.

...
Guardo segredos de desejos que tenho por que quero que eles se realizem sem minha interferencia, entretanto, de uma forma masoquista  nao espero que eles realmente aconteçam e vivo ansiosa para que se realizem.

...
Metade do que eu te disser wtem dois pontos de vista completamente diferentes, e é intencional.

...
Fico meses e até anos sem dar noticias, mas imaginno que se voce me conhece bem, sabe que sou assim, e mesmo depois de anos, nao deixou de existir para mim.  Se falar comigo, estendo as duas maos.


17 de dezembro de 2012

eu sinto....

os ventos mudando.... alguns circulos se fechando...
pessoas trocando verdades por mentiras e mentiras por novos tipos de verdades...
o frio lá fora ja é de matar, por que sacudir tudo? levantar todas estas folhas?

é um reinicio, de novo. é um caos, como todo reinicio é.
me dói de baixo das pálpebras, das unhas e entre as costelas,
pouco acerto e muito engano, e por mais que eu me disperse pelo mundo, em gotinhas de cor escarlate, nao posso daqui proteger ninguem... só lhes digo que estejam prontos para a guerra.
estejam firmes, me mantenham aqui.

mais um pouco e sou mais velha do que nova, mas sempre e de novo, perco os pedaços, essa casca...e saio dali magicamente inteira.
aguentem os ventos mudando, sintam que o que vem contra o rosto é só ar frio, oxigenio... é o que precisam, afinal, para se ter todo o resto.

14 de dezembro de 2012

mess

deixar-se estar ali. deixar-se levar pelo tempo que nao pode mais - ou nao deve - comandar. ja nao sei mais...
talvez eu prefira nao saber disto, talvez prefira nao saber de nada mais.

26 de outubro de 2012

costurar

este agora é um espaço disputado com meu psicoterapeuta. quando vou lá, falo o que aqui eu escrevo. e entao, fiquei afastada daqui. como se realmente fosse uma necessidade apenas desabafar. mas nao é assim. nao é apenas isto, escrever para mim é confirmar, aceitar, arquivar as conclusoes e atualizar o processo.
processo de que?
eu nem sei.

andava hoje pensando em que assuntos posso tocar na proxima segunda feira com meu psicanalista.... mas a coisa é que ... o que tenho na cabeça nesse momento parece nao caber a ele, nao ainda, o meu "velho-novo" confidente.
ando a pensar nos meus antigos desejos. nas coisas que sempre esperei e nunca vieram. quem sabe quando virão? quem sabe se isso é realmente bom?
passei a tarde a me sentir cansada, com desejos de nao fazer nada, nao planejar nada nao viver nada mais. parecia-me um desperdicio de tempo. ainda parece.

mas, tomei uma decisão contraria: farei acontecer o que eu esperava, farei isto em 30 dias. dará certo por que partirá de mim, e farei do inicio ao fim essa costura, essa união do meu corpo e de minha alma. farei todas as coisas bobas, farei disso um ritual.

nao parece fazer sentido.... mas... pra mim faz. e aqui, a escrever, confirmo meu compromisso e o marco:
vinte e cinco de novembro.

23 de setembro de 2012

knot - resumo

Como se muitos séculos tivessem passado e acumulado pó sobre o cristal do olho, em camadas perfeitas que fizeram de mim um grande casulo, escrevo agora e aqui, como quem toma posse de si, como quem rasga essa pele que se formou e tirava minha luz *

Foi antes, bem sei, foi antes de tentar suicídio que isto passou a se formar ao meu redor. Nao lhes digo que minha depressão foi embora: ela não foi. Ela foi aceita por mim, da mesma forma que todos os dias quando me ergo de dentro dos meus sonhos eu aceito o ar que respiro, da mesma forma com que aceito essas coisas tao controversas que me formam de boa maldade e maldosa bondade.

Era por fim este casulo o que, para o bem ou para o mal, ia se formar de qualquer maneira. E eu lhe juro que tentei inutilmente impedir: a rosa é ainda mais forte quando em botao, é para o desespero que ela se abre para o ar. Quis pular essa etapa, quis pular as constatações que uma hora ou outra viriam, tentei fugir, dormir imaculada e serena até virar pó. A tristeza que eu sentia bastava para isso, era o instante-tempo antes do que viria depois...

.. vi a emenda do laço,vi onde a víbora que circula o mundo abre a bocarra e entre veneno e suspiro morde a própria cauda. Sobrevivi a mim.

Agora, nem sei quanto tempo depois, com meu corpo retornando de forma bela e mágica ao que era, meu cabelo negro como breu tocando o meio das minhas costas, vestindo as velhas roupas negras e o perfume de absinto coloquei os dois pés para fora de mim, segura de possuir o ar, imune contra o veneno da vida.


*como só uma pessoa pode notar rápida e claramente: simm... veronica.

19 de setembro de 2012

Oh voce sabe..

Faça as contas, reúna todos os diálogos, os detalhes de coisas pequenas sussurradas descuidadamente
some os numeros dessa confusao, dos resultados dos encontros e das ideias vagas sobre a textura da pele, a cor dos olhos, dos cabelos, o vermelho dos labios de sorrisos tortos

vao se formando gotinhas lá em cima, no teto dessa ebulição de confidencias, memorias recortadas e remendadas em particulas e nessa renda tramada de pérolas, vai encontrar o sossego das perguntas sem resposta... que afinal de contas

...voce sabe.


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19 de agosto de 2012

"Olhos de...

...lince, lá fora 
ao lado da porta
sou tua derrota aceita
nascida da leoa
bonita noite de lua
fui ferida em combate 
ainda e sempre sobrevivi a mim
por que nao sobreviveria a voce?"

6 de agosto de 2012

Era verdade que...

...os dias de verão ja não eram mais como antigamente, eram agora gélidos e ventosos com esse ar de desencontro permanente, de falta.
Sabia que qualquer coisa lhe faltava. O Caos envelhece em algum lugar, longe dela, pobre Sossego.

Um pouco de ar-da-noite entao, um pouco da velha fé pelos telefonemas. Comenta em ar de deboche qualquer coisa que sobre-exista sem ela por perto, tao acostumada que era, agora vive em abstinencia.

Pode fazer algo ou simplesmente nao fazer nada. Ir lá fora na noite fresca, acender um cigarro e pensar em nudez como um sinonimo para o que nao há.

o que nao há em um corpo,
o que nao há perto,
o que nao há no silencio a bater-lhe na porta
o que nao há no vazio de emoçoes....

Sossego, pobre menina de cigarro mentolado entre os dedos, o que será que Caos está fazendo agora?